Quando uma empresa vende pela internet, proteger as transações com cartão é uma preocupação importante. Afinal, uma operação precisa reduzir o risco de fraude sem criar dificuldades desnecessárias para clientes legítimos.
Nesse contexto, duas estratégias aparecem com frequência: o antifraude e o 3D Secure (3DS).
Embora tenham o mesmo objetivo geral de aumentar a segurança dos pagamentos, eles atuam de maneiras diferentes. O antifraude concentra-se na análise de risco da transação, enquanto o 3DS utiliza uma etapa de autenticação para permitir que o banco emissor confirme a identidade do comprador.
Entender essa diferença ajuda o lojista a compreender melhor como funciona a proteção de uma transação com cartão.
O que faz um antifraude?
O antifraude é uma solução voltada para a análise de risco das transações.
Durante uma compra, diferentes informações podem ser avaliadas para identificar comportamentos ou características que possam indicar uma tentativa de fraude. A partir dessa análise, a transação pode ser classificada de acordo com seu nível de risco.
O objetivo é identificar operações potencialmente fraudulentas antes que elas representem um prejuízo para o negócio.
Imagine, por exemplo, uma compra que apresenta características muito diferentes do comportamento normalmente observado em determinada operação. Dependendo das regras e dos critérios utilizados pela solução antifraude, essa transação pode receber uma classificação de risco que influenciará a decisão sobre seu processamento.
Assim, o antifraude trabalha principalmente com análise e identificação de risco.
E o que é o 3D Secure?
O 3D Secure, conhecido como 3DS, utiliza uma abordagem diferente.
Em vez de depender apenas da análise de características da transação, o protocolo permite adicionar uma etapa de autenticação
Em determinadas situações, o banco emissor pode solicitar que o consumidor confirme que é realmente o titular do cartão utilizado na compra.
É aquela situação que muitos consumidores já encontraram: você está realizando uma compra online e, durante o pagamento, recebe uma solicitação para confirmar a operação pelo aplicativo do banco ou por outro método de autenticação definido pelo emissor.
Essa validação adicional é uma das características do 3DS.
Antifraude analisa o risco. 3DS autentica o comprador.
A diferença pode ser resumida de uma maneira bastante simples:
Antifraude: analisa informações e características da transação para identificar possíveis sinais de fraude.
3DS: permite uma etapa adicional de autenticação para verificar se o comprador é realmente o portador do cartão.
Portanto, não se trata apenas de duas formas diferentes de fazer a mesma coisa. A maneira como cada solução trabalha a segurança é diferente.
No antifraude, o foco está na análise do risco da operação.
No 3DS, o foco está na autenticação do comprador.
Como o 3DS aparece para o consumidor?
Uma das características do 3DS é que o consumidor pode perceber a autenticação durante o processo de pagamento.
Depois de iniciar a transação, o banco emissor pode determinar que uma validação adicional é necessária. Nesse caso, o comprador pode precisar confirmar a operação por meio de um aplicativo bancário ou outro mecanismo disponibilizado pelo emissor.
Para o consumidor, isso representa uma etapa adicional no pagamento.
Para a operação, significa acrescentar uma forma de verificar a identidade de quem está realizando aquela compra.
É importante destacar que essa autenticação não necessariamente será apresentada em todas as transações. A necessidade de uma validação adicional depende da análise realizada durante o processo e das regras aplicáveis à operação.
Segurança sem transformar o pagamento em uma barreira
Um dos desafios dos pagamentos online é encontrar equilíbrio.
A empresa precisa reduzir o risco de transações fraudulentas, mas também precisa preservar uma experiência adequada para quem está realizando uma compra legítima. Uma etapa adicional de autenticação pode representar mais segurança, mas também acrescenta uma ação que o consumidor precisa realizar.
Por isso, a forma como a estratégia de segurança é aplicada precisa considerar o perfil da operação e a experiência que a empresa deseja proporcionar.
O objetivo não deve ser simplesmente adicionar o maior número possível de etapas, mas utilizar uma abordagem adequada para proteger a transação.
Qual é a diferença na prática?
Imagine duas situações.
Na primeira, uma transação é analisada por uma solução antifraude. O sistema avalia as informações disponíveis, identifica características da operação e determina o nível de risco daquela compra.
Na segunda, uma transação passa pelo processo de autenticação do 3DS. O banco emissor pode solicitar que o consumidor confirme a compra antes que o processo seja concluído. Nos dois casos existe uma preocupação com segurança, mas a abordagem é diferente.
O antifraude busca identificar sinais de risco.
O 3DS busca confirmar a identidade do comprador.
Essa é a principal diferença que o lojista precisa compreender.
Por que conhecer essas diferenças é importante?
Segurança de pagamentos não é um assunto restrito ao time de tecnologia ou ao fornecedor de pagamentos.
Ela pode impactar diretamente indicadores importantes da operação, como aprovação de transações, experiência do consumidor, perdas relacionadas a fraude e desempenho das vendas.
Quando o lojista entende como cada mecanismo funciona, consegue interpretar melhor o que acontece durante uma tentativa de pagamento.
Uma transação recusada, por exemplo, não necessariamente significa que o cliente desistiu da compra. Da mesma forma, uma autenticação adicional não significa que existe necessariamente uma fraude.
Cada mecanismo possui uma função específica dentro do processo de pagamento.
Antifraude ou 3DS?
A escolha da estratégia de segurança depende das características da operação, do perfil das transações e das necessidades de cada negócio. O importante é não tratar antifraude e 3DS como se fossem a mesma tecnologia.
O antifraude trabalha com análise de risco, buscando identificar características que possam indicar uma transação suspeita.
O 3DS trabalha com autenticação, permitindo que o banco emissor solicite uma confirmação adicional do comprador durante o pagamento.
São abordagens diferentes para aumentar a segurança das transações online. Para o lojista, compreender essa diferença é o primeiro passo para entender melhor como a segurança está sendo aplicada aos pagamentos da sua operação.
Mais segurança começa com informação
Ao entender como antifraude e 3DS funcionam, sua empresa consegue enxergar com mais clareza as diferentes formas de proteger uma transação e oferecer uma experiência de pagamento mais segura para seus clientes.